resenha

[Resenha] Delírio, da Lauren Oliver

agosto 27, 2018

Nome: Delírio | Autora: Lauren Oliver | Gênero: Distopia| Editora: Intrínseca| Ano: 2012 | Páginas: 352
Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?
Trecho Preferido: "Tenho apenas dezessete anos e já sei algo que ela não sabe: sei que a vida não é vida se você apenas passar batido por ela. Sei que o propósito - o único propósito - é encontrar o que importa e se ater a isso, lutar por isso e se recusar a soltá-lo."

Esse livro é veterano na minha estante. Comprei há muito tempo porque fiquei muito interessada na história (e pela capa que acho linda também, confesso), mas por algum motivo, nunca peguei para ler antes. Enfim, o coloquei na maratona 55 páginas e li. Hoje venho dizer pra vocês se gostei ou me decepcionei.

Delírio é o primeiro livro da série distópica em que o amor é uma doença e aos 18 anos, as pessoas são curadas. Quem não vive nessa sociedade, vive na Selva e são chamados de Inválidos, mas o governo não admite a existência deles, mesmo com alguns protestos e sabotagens que eles fazem. A protagonista é Lena e faltam apenas alguns meses para a sua intervenção. Ela tem um passado complicado e o que ela mais anseia é ser curada logo, mas antes que a data chegasse, ela conhece Alex e os dois fazem o que há de mais proibido nessa sociedade: se apaixonam. 

Por mais que eu tenha realmente gostado do plot, algumas coisas não me agradaram tanto. Como a protagonista, por exemplo. Ela é meio chatinha e incoerente, ás vezes. E pelo livro ser em primeira pessoa, isso influenciou diretamente, deixando a história um pouco arrastada. Mas, apesar disso, eu gostei da escrita da autora, é simples e não cansa (o problema é só a protagonista mesmo). E ainda que eu pareça ter odiado a Lena, tem um ponto a favor dela. A sua evolução durante a história é linda de se ver e, no final, ela acaba melhorando bastante.


Como eu disse, eu me interessei pelo livro por causa da premissa que, vamos combinar, é bem chamativa. Mas é sempre difícil falar de amor, ainda mais da falta dele, porque sabemos que amor é muito mais do que um romance entre um casal, outros sentimentos que regem o mundo são derivados do amor. No livro, pelo que entendi, as pessoas curadas também não sentem ódio ou qualquer outro sentimento além dos básicos para sobrevivência. Só que em alguns momentos, eu sentia que a autora se perdia nessas consequências da falta do amor. Não foram tantos momentos que eu tenha percebido, mas eles existiram e me incomodaram um pouco.

"É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele."

Apesar desses deslizes, a autora criou uma história bem interessante, com várias reflexões acerca do amor e da liberdade, principalmente. Os personagens secundários roubaram a cena para mim, pois Hana tem uma luz própria e Alex é misterioso e muito fofo! E algo genial deste livro é que ele transita entre os extremos. Ele é uma distopia em que o romance é o foco e isso não é nenhum problema, pelo contrário, contribui para a trama política.


Não foi uma leitura tão boa quanto eu esperava, a autora introduziu alguns personagens secundários sem importância alguma, não aprofundou muito quase ninguém, cometeu os deslizes que citei, mas o final me deu esperanças de que os próximos volumes possam ser melhores. Aliás, que final desesperador! Eu tive que ir procurar spoilers para ficar em paz, porque eu não ia aguentar até poder comprar o segundo livro pra saber.

Por fim, posso dizer que, mesmo com algumas decepções, o livro me agradou e espero ansiosamente pela minha aquisição de Pandemônio, a continuação de Delírio.

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