resenha

[Resenha] Cartas no Corredor da Morte, de Claudia Lemes e Paula Febbe

agosto 16, 2018

Nome: Cartas no Corredor da Morte | Autoras: Cláudia Lemes e Paula Febbe | Gênero: Suspense/Romance Policial | Editora: Independente | Ano: 2017 | Páginas: 77
Sinopse: Não poderia ser mais atual. Duas escritoras que se conheceram pela internet. O que gostavam era parecido. O que detestavam também. Identificação. Literatura pesada e transgressora. Ser transgressora. Além da semelhança física entre as duas, a admiração pelo que não era fácil de aceitar e engolir na sociedade: A admiração pelos homens errados.
Qual seria a sua vontade ao encontrar alguém tão parecido com você? Você fugiria do quase si mesmo ou o abraçaria?
A resposta chegou rápido. Antes de qualquer projeto tomar forma decidiram que escreveriam um livro. Cada uma como um serial killer diferente. Assim, sem se conhecerem pessoalmente. Talvez dessa maneira houvesse alguma poesia ainda maior em criar este universo denso e misterioso. Cláudia Lemes virou Love, Paula Febbe, Gurniak. E assim nasceu o “Cartas no Corredor da Morte”. Uma novela epistolar. Um experimento criativo, onde arte e literatura se encontram. Algo inovador em um mundo fake. Algo real.
Choraram. Escreveram, escreveram, escreveram, e o terminaram. A voz uma da outra? Não, nem isso haviam ouvido. Apenas conheciam a voz literária íntima que se apresentava do outro lado. E não era apenas isso que importava? 
Pouco tempo depois do livro escrito, as autoras se conheceram pessoalmente. Daí, um ano se passou, e com ele, a vontade de um novo projeto. Serial Chicks, o canal no YouTube, surgiu da vontade de parar de romantizar os Serial Killers. Paula, psicanalista, Cláudia, grande conhecedora do assunto: Começou, então, algo novo de novo.
Da junção destes projetos, fez-se a necessidade de formalizar a dupla. Paula tem sua vida como psicanalista, escritora e compositora. Cláudia Lemes tem sua vida como escritora, tradutora e mãe, mas quando se encontram, elas são isso. Exatamente isso: Parceiras no crime.
Trecho Preferido: "É. Sociedade. Se eu não sou bom o bastante para viver numa civilização de fome, pobreza, crueldade, sujeira, doenças e ganância, o quê isso me torna?"

Há muito tempo eu tenho vontade de ler algo da Cláudia Lemes e desde que eu conheci a Paula Febbe através do canal das duas no youtube (Serial Chicks) fiquei com vontade de conhecer mais dela também. Recentemente ganhei um Kindle e peguei Cartas no corredor da morte no Kindle Unlimited, que eu ativei trinta dias grátis sem querer, aí estou aproveitando.

O livro é curto, mas é genial. As autoras incorporam dois serial killers no corredor da morte. Cláudia é Jhonny Love e Paula é Steven Gurniak. Os dois começam a trocar cartas e a relatar seus crimes, além de se tornarem “amigos”, numa versão bem doentia da amizade.

"Pessoas morrem todos os dias. O mais difícil é ficar vivo, na verdade."

A história de como o livro surgiu é sensacional. As autoras se conheceram pela internet enquanto divulgavam seus livros e logo descobriram várias afinidades, uma delas, o interesse antigo por serial killers. Depois de alguns dias, Cláudia sugeriu que elas trocassem cartas, como se fossem assassinos no corredor da morte. As duas tinham mentes tão parecidas, que Paula amou a ideia e topou na hora. E foi assim que surgiu o projeto "Parceiras no Crime" e elas começaram a trocar os e-mails com o conteúdo macabro. Sem roteiro ou diálogos fora dos e-mails, as duas autoras incorporaram seus alter egos e criaram a obra que eu venho trazer a resenha hoje.


Os serial killers são muito bem construídos, dando para perceber o toque de cada autora neles. E, pelo fato de ser todo construído em cartas, onde assassinos descrevem seus pensamentos e crimes, a leitura se torna bem assustadora (não no sentido de assustar, mas pelas coisas bizarras que eles dizem com naturalidade). E é bem impressionante a profundidade que cada autora deu para seus assassinos, os detalhes construídos de maneira tão espontânea e uma reviravolta brilhante.


Aliás, que final foi esse? Quando você pensa que acabou, PAH, toma essa, trouxa! Um desfecho surpreendente, que choca e faz refletir. Eu acho que nunca li um livro tão curto com tanto impacto quanto esse. Realmente uma obra única e original que vale MUITO a pena ser lida!

Para quem curte ler sobre serial killers e psicopatas com um bom suspense, um enredo diferente e uma leitura rápida, Cartas no corredor da morte é o candidato ideal.

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