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[Resenha] Como falar com um viúvo, do Jonathan Tropper

julho 03, 2018

Nome: Como Falar com um Viúvo | Autor: Jonathan Tropper | Gênero: Humor | Editora: Sextante | Ano: 2010 | Páginas: 272
Sinopse: Doug Parker não foi um aluno brilhante, não conseguiu entrar para nenhuma universidade de prestígio e era demitido dos empregos de redator com relativa frequência. Enfim, não levava nada muito a sério até conhecer Hailey, bonita, inteligente e cerca de 10 anos mais velha que ele.
Quando os dois se casam, Doug deixa para trás a descompromissada vida de solteiro e se dedica a esse amor, acreditando finalmente ter encontrado seu rumo. Mas, dois anos depois, Hailey morre em um acidente de avião e tudo perde o sentido.
Tentando lidar com o luto, Doug passa a escrever uma coluna chamada "Como falar com um viúvo", em que desabafa sua dor, relata a dificuldade de expressar seus sentimentos e se lembra da esposa de maneira sincera e cativante. A coluna se torna um grande sucesso - algo com que ele sempre sonhou - só que, infelizmente, no momento errado.
Em meio a seu drama, Doug se vê às voltas com o enteado rebelde e a irmã gêmea que se mudou para sua casa decidida a fazê-lo voltar a se relacionar com outras mulheres. E então nada mais é como antes: sua vida passa a se desenrolar em uma divertida sucessão de encontros desventurados e insólitas confusões familiares.
Entre tropeços, atropelos e as mais loucas situações, Doug começa a tocar sua vida, ainda que não saiba muito bem para onde. Afinal, muitas vezes o melhor a fazer é seguir em frente.
Trecho Preferido: "E, acima de tudo, não tente se solidarizar. Não use usa própria tragédia como se fosse o aperto de mão secreto de alguma seita. Não é verdade que todo sofrimento deseja companhia. Não estou a fim de ouvir a história do acidente de carro do seu pai, do infarto da sua mãe, da morte lenta por leucemia da sua irmã. Minha dor supera todas as outras, e não quero me revolver na lama do seu sofrimento, assim como não quero que você se revolva na lama do meu."

Li este livro na Maratona Literária de Outono, no final de maio, e hoje trago a resenha dele para vocês.  O desafio era ler um livro que você não sabia muito sobre e eu não sabia quase nada de Como falar com um viúvo.

Eu só sabia de uma coisa: era um livro engraçado. E realmente é! O protagonista é super sarcástico e não dá a mínima para convenções sociais, só quer sofrer o luto em paz. A narrativa em primeira pessoa faz com que o livro pareça um relato de Doug Parker para o leitor. Mas sobre o que é a história? É sobre luto e como lidar com as perdas. Sobre família, empatia e relacionamentos.


Doug Parker é um cara normal, sem muitos feitos importantes na vida. Vivia a típica rotina de solteiro, até conhecer Hailey, uma mulher linda, inteligente, divorciada, dez anos mais velha que ele e mãe de um menino. Eles se apaixonam e se casam, mas dois anos depois Hailey morre em um acidente de avião e Doug não consegue lidar bem com essa perda. Então, ele começa a escrever uma coluna chamada “Como falar com um viúvo”, onde desabafa de forma emocionante e divertida sobre sua dor e como é viver sem Hailey ao seu lado. Alguns capítulos são os próprios textos da coluna, outros são o dia-a-dia de Doug com sua irmã gêmea grávida, que se mudou para sua casa para tirá-lo da apatia do luto, e com seu enteado rebelde de 16 anos, que se dá melhor com Doug do que com o próprio pai.

"A piedade, aprendi, é como um peido. Toleramos o nosso, mas simplesmente não dá para aguentar o de mais ninguém."

Eu gostei muito da escrita do autor, foi meu primeiro contato com ele. É informal e mostra tão claramente a personalidade do personagem que parece que ele está conversando com o leitor. É uma leitura muito leve, mesmo falando sobre luto, perdas e outros temas sérios. O autor conseguiu fazer uma abordagem menos densa e pesada a esses assuntos, mas permanecendo com a seriedade que eles pedem.

Gostei muito da mensagem que ele trouxe sobre comparar dores e sofrimentos. Cada dor é única e não adianta falar “ah, não sei porque ele está desse jeito, nem foi para tanto”. Para ele foi, é a dor dele! Cabe a nós apenas respeitar. Sem comparações!

"Mas só porque um fato é verdadeiro, nisso não quer dizer que eu esteja pronto para encará-lo hoje."

A história é bem gostosinha, surpreende em alguns momentos e tem ótimos personagens. A irmã de Doug, Claire, é maravilhosa! Ela foi minha favorita. Mas o ponto forte do livro é realmente o humor. Tropper consegue ser engraçado até nos agradecimentos (sim, eu gosto de ler os agradecimentos).

"Nenhum animal foi maltratado durante a produção deste livro."

Se você está precisando de uma leitura leve para dar umas risadas, sem deixar de ter algumas reflexões, acho que Como falar com um viúvo é uma boa escolha. Não é um livro muito conhecido, pelo menos não vejo muitos comentários sobre ele, mas vale a leitura. Alguém aí já leu? O que achou?

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