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Entrevista: Kátia Regina Souza, autora de O Velho Mundo

maio 02, 2018

Sobre a autora: Kátia Regina Souza é jornalista, revisora, tradutora e, há alguns anos, tenta ser escritora também. Gosta de contar boas histórias, sejam elas ficcionais ou não. Portanto, escreve livros-reportagem para adultos e literatura fantástica para crianças. Mais informações sobre a autora podem ser encontradas em seu site, katiareginasouza.com.

Olá, leitores!

Hoje trago uma entrevista com uma das autoras parceiras aqui do blog e a quem admiro muito. Kátia Regina Souza é autora de uma história de fantasia intitulada O Velho Mundo; um livro jornalístico sobre a literatura fantástica nacional o qual chamou de A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil e ainda possui um conto na antologia da editora Metamorfose, editora que publicou também seu livro sobre os escritores.

Se você ainda não conhece essa autora incrível, essa é sua oportunidade! E se você já conhece, vem saber um pouquinho mais dela.

DNA: Oi Kátia! Obrigada por ceder um tempinho para responder nossa entrevista. Conte um pouco sobre você e seus livros.

Kátia: Oi! Capaz, sou eu quem agradece. O trabalho lindo de divulgação que os blogueiros fazem sem receber nada em troca me deixa realmente emocionada. Vocês são demais!
Sobre mim, sou várias coisas, acho: jornalista, revisora, tradutora e, como tantos por aí, tento ser escritora também. Sou apaixonada por livros-reportagem e jornalismo literário. Tenho publicado um de não-ficção chamado “A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil” (Metamorfose, 2017), que traz mais de cinquenta relatos de autores, pesquisadores e editores do gênero literatura fantástica. Estou trabalhando no segundo, deve sair no início de 2019, com título provisório “A formação do escritor: dicas e técnicas de escrita criativa” (Metamorfose). Serão 13 entrevistados, desde autores já consagrados da literatura, como o Assis Brasil, quanto escritores iniciantes, como o Tiago Rech, que é roteirista de jogos e quadrinhos. Ainda, quanto à ficção, gosto de escrever para crianças e jovens. Tenho publicada a fantasia “O Velho Mundo – Abrem-se os portões de Erebo” (Giostri, 2016); é uma duologia, e o segundo livro chega em 2019.

DNA: Meu primeiro contato com sua escrita foi através de O Velho Mundo e você me disse que haveria uma continuação. Como anda esse projeto?

K: Sim, haverá uma continuação! A ideia era lançar neste ano, mas alguns outros projetos passaram à frente, então o livro deve sair em 2019. Ele ainda não está totalmente pronto, porém, sinceramente, estou ansiosa para finalizar esse projeto de uma vez e poder deixar “O Velho Mundo” para trás. Foi uma grande parte da minha infância, de eu me descobrindo como escritora, mas acho que amadureci e desejo muito dar início a novos trabalhos (as ideias não param, haha!). Para 2019, prometo a parte II de “O Velho Mundo”, que será lançada junto à segunda edição da primeira (a qual passou por um novo processo de revisão) de modo independente, na Amazon mesmo, por um valor acessível.


DNA: De onde surgiu a ideia para O Velho Mundo e de ter nove protagonistas crianças?

K: Como foi um livro escrito enquanto eu própria era criança, a inspiração foram os meus primos. E as ideias principais da estrutura da história surgiram com naturalidade, conforme eu narrava alguns contos para os meus primos mais novos.

DNA: Sobre A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil, como você vê a literatura (o mercado literário, principalmente) depois de ouvir tantos autores diferentes?

K: Sou otimista. Sim, o mercado editorial é complicado, sofreu com as últimas crises econômicas e o brasileiro lê pouco, mas há espaço para quem deseja se tornar um escritor. Principalmente dentro do gênero de literatura fantástica, temos autores unidos e interessados em crescer juntos. Talvez você não consiga viver apenas de literatura, mas para quem quer somente produzir um conteúdo bacana, há leitores. Com a internet, o processo de publicação se tornou mais simples, e o acesso ao público também. É possível divulgar sua obra e criar boa arte sem ficar à mercê das grandes casas editoriais. A dica é começar por aí e ver até onde isso te leva.

DNA: E como veio a ideia de fazer esse trabalho e transformar tudo num livro?

K: Sentia falta de um livro que, ao mesmo tempo, falasse do estado atual do gênero de literatura fantástica no Brasil e apresentasse dicas para quem quer se tornar um escritor e absolutamente não sabe como começar. Então decidi fazer uma obra, de iniciante para iniciante, mostrando as recomendações e as histórias de pessoas que entendem muito do assunto.

"Como autor e alguém que atua de outras formas no mercado editorial, Eric Novello garante que não há motivos para a existência de competitividade entre escritores no Brasil. Afinal, leitor nenhum lê somente um livro a vida inteira."
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Trecho de A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil

DNA: O que você acha que um escritor precisa ter para conseguir seguir essa carreira aqui no Brasil?

K: Perseverança e paciência (duas características que, para ser bem sincera, me faltam, às vezes; com o pouco reconhecimento, é difícil de continuar). Além disso, sorte (estar no lugar certo, na hora certa, com o livro certo) e networking também não fazem mal. Entre em contato com as pessoas do meio editorial, adicione no Facebook, seja destemido e chame os outros para conversar. Você pode até encontrar ótimos amigos nesse processo! Ah, e acredito estar implícito em “perseverança”, mas vale reforçar: técnica. Estude, estude e estude um pouco mais. Ninguém nasce um excelente escritor, as pessoas se tornam.

DNA: Em sua opinião, qual a maior vantagem e a maior desvantagem de ser escritor?

K: A desvantagem é que exige muito do meu emocional. Me envolvo demais com os personagens, com o enredo, com o ato de escrita, e eu já não sou a pessoa mais equilibrada do universo, então, de vez em quando, é difícil organizar os sentimentos e passar para o papel. E a maior vantagem se relaciona muito à desvantagem: ao conseguir escrever algo que considero satisfatório, sinto um peso me deixar, fico melhor psicologicamente. Sou muito ansiosa, e escrever me ajuda a esvaziar a minha cabeça, a me sentir leve.

DNA: Quais são suas inspirações enquanto escritora?

K: Bah, é tanta coisa, porque tudo mesmo pode virar inspiração, desde alguém que eu vejo caminhar na rua até uma ótima leitura. Em relação a artistas, cito Neil Gaiman, J.K. Rowling, Alan Moore, C. S. Lewis, Michael Ende, Jim Anotsu, Terry Pratchett, Roald Dahl, Cirilo Lemos, Rosana Rios, Ursula K. Le Guin… Mas a minha maior inspiração, de verdade, são as pessoas comuns, com quem se cruza todos os dias.


DNA: Algum lançamento próximo ou projeto novo em andamento?

K: O próximo será o livro-reportagem “A formação do escritor: dicas e técnicas de escrita criativa”, a ser lançado pela mesma editora do meu último livro, a Metamorfose. Estou trabalhando nele agora, finalizando as entrevistas e iniciando a escrita.

DNA: Por fim, deixe um recado para seus leitores, para os novos escritores e o que mais você quiser falar.

K: Aos leitores: por favor, insistam nos livros nacionais e valorizem o que é daqui. Isso nem significa, necessariamente, comprar milhares livros. Um elogio, por exemplo, pode ajudar muito um escritor que estava pensando em desistir, lembrem-se disto!
Aos escritores: sejam persistentes e foquem sempre, primeiramente, na qualidade do livro. Esqueçam as expectativas dos outros, criem o que vocês pensam ser bom – porque, se você tiver estudado o suficiente, o que você imagina ser legal provavelmente é. Confiem em si mesmos na medida certa, não se rendam à síndrome do impostor!
Ao DNA Literário: continuem com esta lindeza de blog, admiro muito o trabalho de vocês <3

Muito obrigada, Kátia! Também admiro muito o seu trabalho! Sucesso!

"Lembrem-se: levem por toda a vida a infância em seu coração" 
- Trecho de O Velho Mundo

Redes sociais da autora: Facebook | Instagram | Skoob | GoodreadsSite

E aí, gostaram da entrevista? Ansiosos por algum lançamento da autora?

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Obrigada por tudo! Que a força esteja com você e a sorte à seu favor! Volte sempre! #desaparatei

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