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Entrevista: Gaby Fraga, autora de Contos de Will e Richard

maio 20, 2018


Oi, gente! Hoje eu trouxe uma entrevista para vocês, e dessa vez é com a nossa parceira Gaby. Eu já li os três contos dela e adorei, mas quem anda resenhando eles por aqui é a Carla e em breve vai sair resenha do terceiro. Mas vamos lá:

Sobre a autora: Natural da capital de Minas Gerais, começou a ler com quatro anos de idade, e desde então nunca parou. Entre leituras compulsórias e escritas amadoras, decidiu começar seu primeiro original em 2013. Atualmente cursa Ciência da Computação na PUC Minas e vive em Belo Horizonte com sua família.

DNA: Fale sobre seus contos e de como foi escrevê-los, como surgiu a ideia?

Gaby: Então, foi totalmente de surpresa kkkkk. Não era intenção que essa história se transformasse em contos. Inicialmente apenas o plot do segundo conto existia, e ele foi intencionado para ser um jogo de computador. Então eu estava em uma fila para uma maratona de Star Wars com uma amiga, autora também, Thais Lopes, e a gente tava discutindo meu livro. Daí veio a ideia de lançar alguns contos antes e eu me lembrei que tinha esse plot encostado de um jogo que nunca aconteceu, então decidi trabalhar e transformar em contos de romance. Sim, meio confuso e louco, mas é assim que minhas ideias sempre aparecem. Escrevê-los foi quase umas férias pra mim, porque a minha trilogia de livros tem dado bastante trabalho. Parar com os livros por um tempo pra mexer nos contos foi no mínimo um respiro.


DNA: Quando e por que você decidiu ser escritora? Teve alguma influência ou inspiração?

Gaby: Eu lembro direitinho do dia que eu enfiei isso na cabeça. Eu tava no ensino fundamental. Um amigo meu foi lá em casa, e a gente tinha esse sonho de ser atores juntos. Aí eu contei pra ele que tinha trocado de sonho e que queria escrever. Lembro que ele ficou meio chateado, mas começou a torcer bastante por mim. Hoje em dia não temos tanto contato mais, mas sempre que eu acabo de escrever alguma coisa conto pra ele hahahaha Sei que ele tá indo bem no caminho das artes também, então acho que acabamos os dois conseguindo o que a gente queria. Quem sabe um dia eu não escrevo um roteiro de peça pra ele atuar? Sobre inspiração, eu fui muito viciada em Harry Potter até bem recentemente na minha vida, quando começaram a acontecer os últimos barracos envolvendo a autora e a franquia. Harry Potter foi minha primeira inspiração, e a JK Rowling também, mas hoje em dia minhas influências estão bem afastadas disso. Na verdade, eu tenho me apegado mais a seriados como inspiração do que livros em si.


DNA: Você escrevia por hobby ou já começou a escrever imaginando publicar algum dia?

Gaby: Comecei por hobby. Eu escrevia muita fanfic. Ainda escrevo algumas às vezes, mas no começo era só de brincadeira. Eu comecei a pensar em publicar alguns anos depois, e comecei a trabalhar no meu primeiro original aos 17 anos. Inclusive, é o que eu ainda to tentando terminar hahahaha É um trabalho longo, mas tá valendo bem à pena.


DNA: Sobre os personagens, você se inspirou em alguém para criá-los? 

Gaby: Não. Eles só nascem por conta própria. Às vezes eu acabo influenciando eles, muitas vezes sem querer. Tem um personagem da trilogia que eu to trabalhando que, só depois de ter escrito todas as cenas dele, eu percebi que tinha pegado bastante inspiração pra ele de um personagem do meu seriado preferido. Isso é o que mais costuma acontecer, pegar inspiração de personagens fictícios das minhas histórias preferidas. Principalmente dos meus seriados.

DNA:  E qual seria a principal mensagem ou ideia que você quis transmitir com seus contos?

Gaby: Uma constante em tudo que eu escrevo é a presença de diversidade, especialmente no que diz respeito a orientações sexuais. Se eu quis passar algo com meu conto, com certeza a mensagem ficou bem clara nas palavras de um dos personagens no terceiro conto. O mundo tem muito ódio no momento, e tudo vai ser melhor no dia que as pessoas pararem de pagar ódio com mais ódio ainda. 


DNA:  Se o seu trabalho fosse adaptado para o cinema, como você reagiria?

Gaby: Meu deus, não. Só não. Depois de tantas adaptações horríveis de coisas que eu gosto, prefiro manter minhas histórias longe de qualquer adaptação que eu não detenha controle sobre. Não sei o que passa na cabeça dos diretores, roteiristas e produtores de adaptação mas seja lá o que for eu quero LONGE das minhas coisas, por favor, obrigada, de nada.


DNA:  Na sua opinião, qual a maior vantagem e a maior desvantagem de ser escritor?

Gaby: Palavras são ilimitadas, isso com certeza é a maior vantagem. Não tem nada que você não possa escrever se o seu cérebro deu vida a isso. As opções são infinitas. Infelizmente isso também se torna uma desvantagem bem grande. Com tantas opções, fica difícil às vezes colocar aquilo que você imaginou no papel. Na nossa cabeça pode tá tudo muito claro, mas na hora de escrever dá uns nó muito cabuloso hahahahaha. 


DNA: Qual o autor(a) de maior referência para você? Algum livro preferido?

Gaby: Então... Por mais herege que possa soar vindo de uma escritora, eu não tenho lido muito ultimamente. Minhas influências variam de acordo com o que eu preciso pro que eu to escrevendo, e querendo ou não eu não tenho muito tempo pra fazer as coisas. Entre a faculdade, o trabalho e a escrita eu acabei tendo que optar muito cuidadosamente o que fazer no meu tempo livre, e acabei priorizando meus seriados, então a maior referência vem deles do que de qualquer outra coisa. Olhando por esse aspecto a minha série preferida é Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D., e o casal responsável por escrever é sensacional. Eles roteirizam essa série tão bem que cinco temporadas depois do começo ainda conseguem surpreender a gente hahahaha A Maurissa, especificamente, escreveu meus episódios preferidos que tem uns plot twists maravilhosos. Qualquer coisa que ela for roteirizar na vida eu assisto sem medo, sei que vou aprender alguma coisa com isso.


DNA:  Na hora da publicação, como foi o processo? Quais foram suas maiores dificuldades?

Gaby: A minha primeira dificuldade foi que eu não sabia nada de nada né hahaha. Eu dei a sorte de ter uma editora linda por trás que foi me guiando aos poucos, e acabei não tendo que me virar para aprender as coisas sozinha, tive quem me ensinar. É um processo bem comprido que muitos autores pulam e isso mina muito a qualidade da obra deles. Leitura crítica, revisão, copidesque, leitura sensível, tudo isso são passos muito importantes na publicação do livro. Terminar de escrever não significa que o livro está pronto, longe disso. Às vezes até uma reescrita é necessária, e várias vezes o fim do seu livro está bem melhor do que o começo, porque ao longo da escrita você se ajusta na história que quer contar, o que pode exigir ajuste nos primeiros capítulos. Acho que a maior dificuldade que passei recentemente foi ter que reescrever minha trilogia, mas posso dizer com cem por cento de certeza que é para o melhor. O resultado que estou tendo agora nem se compara ao que era antes. O progresso foi fenomenal hahaha.


DNA: Como é sua relação com os leitores? Já passou por algum momento que tenha te marcado/te surpreendido?

Gaby: Eu não tenho assim taaaaaantos leitores, mas vez ou outra aparece alguém para falar comigo e dizer que leu meus contos e SEMPRE é uma surpresa. Eu não consigo me lembrar de uma vez na qual alguém veio falar que tinha lido e eu não me senti positivamente chocada hahahaha. Mas o que me surpreende mais é quando aparecem resenhas dos meus contos por aí, ou a vez que meu conto apareceu em uma lista de melhores do ano em um blog, eu surtei por dias e dias hahahahaha. Sempre que um leitor vem falar comigo acho que eu acabo sendo mais surtada por estar falando como o fã do que o leitor por estar falando com a escritora, mas acontece né hahahaha. De forma geral, eu acho importante sempre ouvir os leitores. Existe uma linha tênue entre mexer na sua história só para agradar quem está lendo/vendo e cagar em tudo (oi, Arrowverse) ou em ouvir seus leitores e tirar o que é importante daquilo para você. Tudo faz parte de uma balança delicada, mas uma coisa que eu posso dizer com certeza é que ninguém pode achar que está imune a ouvir críticas. Ouvir os leitores é importante, eles vêem seu trabalho sob uma ótica totalmente diferente e podem ter coisas realmente importantes para te dizer.


DNA: Tem algum projeto para o futuro? Algum livro novo em andamento? Pretende se aventurar em outros gêneros?

Gaby: Algum? Hahahaha eu tenho literalmente uma GAVETA de projetos futuros. Os contos que eu lancei são de romance, a trilogia que estou escrevendo é alta-fantasia (mais ou menos, o termo certo é cross-world fantasy, tem nem tradução isso direito), tenho planos de histórias de fantasia urbana, fantasia científica, romance paranormal, romance contemporâneo... Até alguns que foram totalmente inspirados em HQ e acabaram virando fantasia urbana com carinha de filme de herói hahahaha. Se tem uma coisa que eu faço é aventurar em gêneros diferentes, gosto de tudo um pouco \o/


DNA: Qual a sua relação com outros autores nacionais? Tem contato com algum? O que acha da literatura brasileira atualmente?

Gaby: Não sou tão próxima de tantos autores. A minha melhor amiga é uma autora nacional, a Thais Lopes, mas no mais, não sou muito próxima de nenhum outro. To mais chegada em alguns leitores e blogueiros mesmo. Acho que atualmente a leitura brasileira foi arrebentada em dois extremos muito prejudiciais. As pessoas tendem a falar ou que os livros nacionais são todos ruins, ou (o que eu acho ainda pior) enaltecem qualquer coisa que um autor nacional escreve, mesmo quando sai uma bela porcaria, só porque "temos que valorizar o material nacional". As pessoas precisam entender que nacional não é sinônimo de qualidade e nem da falta dela, e que da mesma forma que tem livros horríveis escritos nacionais, também tem livros excelentes, como em qualquer parte no mundo, e tá na hora de começar a separar as coisas. A literatura brasileira em si tem tantas coisas boas quanto ruins e, surpresa, ter senso crítico quanto a isso não te torna uma pessoa ruim por criticar coisas ruins e você não está proibido de gostar de coisas boas. Sempre vale à pena se lembrar disso.


DNA: Para finalizar, deixo esse espaço livre para você mandar uma mensagem para seus leitores e o que mais quiser, fique à vontade!

Gaby: Então é isso gente! Hahaha. Para todos que leram meus contos, muito obrigada ^^ Se você gostou deles, tenho uma trilogia para sair no meio do ano. Se você não gostou, hey, é uma nova trilogia, quem sabe eu não mereço outra chance? Hahahaha. Obrigada a todos pelo apoio e por terem lido essa entrevista, até a próxima!

Gaby, mais uma vez, obrigada pelo carinho e participação e já vou avisando que estou ansiosa pela trilogia que está vindo!
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