Lion: Uma Jornada para Casa - A história do menino que ficou 25 anos perdido

fevereiro 23, 2017


Oscar chegando e estou numa corrida frenética para assistir ao menos os concorrentes da categoria de Melhor Filme. Um dos nove indicados é Lion – Uma Jornada para Casa, filme adaptado do livro escrito por Saroo Brierley: “A Long Way Home”. Saroo conta sua emocionante história, onde ficou perdido por mais de vinte anos, até decidir que precisava reencontrar sua família biológica. Essa busca vira uma obsessão e com a ajuda do Google Earth, ele tenta refazer os passos de volta para sua casa.


Esse filme me tirou umas boas lágrimas, principalmente em suas cenas finais. Mais ainda por eu não fazer ideia, antes de começar a assistir, que era baseado numa história real. É emocionante, bem feito e com boas atuações. Inclusive do pequeno Sunny Pawar, que é a já pode levar o Oscar de criança mais fofa! Além de dar um show de atuação, é claro.


O longa é dividido em duas partes. Na primeira, Saroo nos seus cinco anos de idade ajuda a mãe e o irmão, Guddu, a conseguir dinheiro e comida para a família, que ainda conta com uma irmã mais nova. Um dia, Saroo insiste para que o irmão o leve para trabalhar no turno da noite com ele. A cena dele levantando a bicicleta e quase roxo pelo esforço, apenas para mostrar que tem força é uma explosão de fofura, tanto para nós quanto para seu irmão mais velho, que acaba cedendo e atendendo ao desejo do menino.


Quando chegam à estação de trem, Saroo está dormindo e Guddu percebe que não foi uma boa ideia trazê-lo. Deixa o menino dormindo num banco e fala para que ele não saia dali até ele voltar. Mas antes disso, Saroo acorda e com a típica curiosidade infantil, entra num trem vazio para explorá-lo, porém, acaba adormecendo e quando acorda novamente, o trem está em movimento. Por ser uma linha desativada, o trem não para até chegar à caótica Calcutá, a 1.600km de sua casa, onde o menino salta e procura desesperado por Guddu e por sua mãe, sem sucesso. Detalhe, Saroo só falava Hindi e a maioria dessa parte da Índia falava em Bengali.


O pequeno passa por situações perigosas, desde traficantes de mão de obra escrava/infantil e exploradores sexuais, de onde escapa apenas por sua esperteza, apesar da pouca idade. Até chegar num orfanato horroroso, mas que por sorte, não permanece por muito tempo, pois é adotado por um casal australiano – interpretado por Nicole Kidman e David Wenham.


A segunda parte é com Saroo já adulto, interpretado por Dev Patel – que ficou muito bem no papel, seguindo com sua vida, até que é atingido por uma lembrança saborosa de sua infância e é então que começa a busca pela sua família biológica. Com a ajuda do Google Earth, a pesquisa se torna um pouco menos difícil.


Li algumas críticas a essa parte do filme, em que disseram se tratar de um exagero da parte dos produtores, fazendo parecer mais uma propaganda da Google, dando um destaque desnecessário à ferramenta de busca. Eu, particularmente, não achei que foi tanto assim, o Google Earth foi realmente essencial na vida de Saroo e acho que o diretor (Garth Davis) deu a devida importância a isso. Se houve exagero ou não, já não tenho patente para dizer, mas a meu ver não foi um pecado muito grande. Também não achei que estereotiparam a pobreza da Índia, acho que foi um retrato bastante verossímil do mundo de Saroo, ele vivia numa pequena cidade e já trabalhava aos cinco anos, riquezas é que não caberia mostrar.


O que tive que concordar nas críticas lidas, foi em relação a primeira parte ser mais bem resolvida e com um roteiro melhor trabalhado. Com Saroo já adulto, a história começa a ser contada em flashes, que por vezes ficam um pouco confusos, deixando certos detalhes de fora.

Apesar disso, o filme é muito bem feito, com grande destaque para a fotografia e atuações de Dev Patel, Sunny Pawar e Nicole Kidman no papel de Sue Brierly, mãe adotiva de Saroo. Lion foi feito para comover, nos tocar de forma singela, principalmente pela bravura de um leão mostrada em Saroo. E ainda possui o objetivo de alertar sobre o alto número de crianças perdidas na Índia e divulgar a causa humanitária que trata disso através do site “lionmovie.com”.


Lion – Uma Jornada para Casa concorre a seis categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor atriz coadjuvante com Nicole Kidman e Melhor ator coadjuvante com Dev Patel, o que é estranho, já que ele faz o papel do protagonista adulto em mais da metade do filme. Talvez ele esteja nessa categoria por razão de menor concorrência. Será que o longa leva alguma estatueta para casa?


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