resenha

[Resenha] Orgulho e Preconceito e Zumbis - Seth Grahame-Smith

maio 02, 2014


Nome: Orgulho e Preconceito e Zumbis
Título original: Pride and Prejudice and Zombies
Autor: Seth Grahame-Smith
Gênero: mash-up
Tradutor: Luiz Antônio Aguiar
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788598078748
Ano: 2010
Páginas: 315
Classificação: ★   ☆ 
Sinopse: Orgulho e preconceito e zumbis é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão retornando à vida!
Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente.
Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.
Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente.Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.
Resenha:

O autor deste livro é um dos adeptos ao mash up, um termo criado na música para definir as misturas de ritmos, transformando-os em mixagens. O mash up literário é também uma mistura, mas de clássicos com temas mais fantásticos, como zumbis, bruxas, mutantes, vampiros, entre outros.
Seth baseou-se na obra de Jane Austen – Orgulho e Preconceito. Devo dizer que a obra original é um de meus livros favoritos e, quando comecei a ler Orgulho e Preconceito e Zumbis, fiquei com receio de “estragar” o encanto do livro de Austen. Por fim, comecei a ler, mas ainda assim demorei mais de um mês para ler um livro que terminaria em no máximo em uma semana. Confesso que meu medo fez com que eu enrolasse a leitura; não foi pelo livro ser chato ou cansativo, até porque só foram acrescentados os mortos-vivos.


Essa foi a grande cartada de Seth: zumbis. Ao contrário do que eu pensava o livro não estragou o original, apenas deu mais ação e impacto. Os mortos-vivos são uma praga que assola há muito tempo a Inglaterra e o mundo – já as filhas dos Bennet são guerreiras que combatem esse mal. Treinadas na China com um mestre Shaolin, são as maiores protetoras da cidade de Meryton, principalmente as duas mais velhas. O pai, Sr. Bennet, é um senhor reservado e que se preocupa em manter as filhas vivas e bem treinadas, já a mãe, uma senhora irritantemente fútil e sem escrúpulos, preocupa-se apenas em ver suas filhas casadas.
Quando a Sra. Bennet recebe a notícia que um rapaz de boa família e solteiro alugou uma propriedade próxima a Longbourn, onde moravam, viu uma bela oportunidade de casar uma de suas filhas. O rapaz chamava-se Bingley e no primeiro baile que deu, logo se interessou pela mais velha das filhas dos Bennet – Jane.
O Sr. Bingley era apreciado por todos no salão pela sua simpatia, já o amigo do recém-chegado, Sr. Darcy, era visto como arrogante e soberbo, pois não dançava com ninguém mais além das irmãs de Bingley. Nem mesmo Elizabeth, nem mesmo com a insistência do amigo, o que, para Lizzy, fora uma ofensa. A guerreira estava a ponto de lhe cortar a garganta por tal insulto, mas uma horda de zumbis invadiu, comendo os cérebros dos desafortunados que estavam próximos às janelas. As irmãs Bennet se uniram rapidamente para derrotarem os invasores e as habilidades de Elizabeth, que era a melhor das irmãs, chamou a atenção de Darcy. 



Nesta noite, deu-se início ao relacionamento de Darcy e Elizabeth. Por parte dela, a transformação de ódio e desprezo para respeito, admiração e amor. Por parte dele, a confusão interior entre o sentimento e o orgulho, até que, deixando de lado todas as diferenças, ele admite estar completamente apaixonado.
Todas as cenas do livro igualam-se as do original, com uma pitada de terror zumbi. Os sentimentos de Lizzy vão mudando com o tempo, assim como Darcy vai aprendendo que nem tudo é como ele acha ser. Não há tantas mudanças. Algumas alterações nos personagens, mas permanecendo os mesmos na essência – exceto a Sra. Bennet que continua a mesma chata de sempre, que nunca cala a boca. Algumas alterações no final de alguns personagens também, como Sr. Collins, Charlotte e Sr. Wickham, finais que me surpreenderam bastante, aliás, se não fosse por esses toques do autor, o livro não seria muito bom. Dá para perceber onde termina a escrita de Jane Austen e começa as mudanças de Seth Grahame-Smith.
Há algumas partes que valem destacar: a declaração de Darcy à Elizabeth que termina com luta, a transformação lenta e sofrida de Charlotte em uma zumbi, a carta de suicídio do Sr. Collins após a morte da esposa, o encontro de Darcy e Elizabeth quando ele a salvou de vários zumbis, a luta entre Lady Catherine e Lizzy e, por fim, o acordo de Darcy para que Wickham se casasse com Lydia, irmã de Elizabeth. Foram as partes que mais me surpreenderam e agradaram – exceto o suicídio do Sr. Collins, que me chocou bastante.



Falando em ficar chocada, tem umas cenas de canibalismo, não só por partes dos zumbis, que são bem nojentas.
Apesar de tudo, o romance do livro ainda está muito presente. O amor entre Jane e Bingley é tão fofo que não posso evitar sorrir com a meiguice desse casal. Já Darcy e Elizabeth são aqueles que te fazem gritar “FINALMENTE!”. Não deixa de ter sua parcela de fofura, assim como te fazem sorrir com as declarações lindas e perfeitas de Darcy, mas a maior virtude do casal é que não teve orgulho ou preconceito que os impedisse de viver esse amor no final de tudo. Gostei bastante quando eles lutaram juntos contra uma horda de zumbis e quando Darcy vai pedir a mão de Lizzy para o pai dela, acho que é a parte mais fofa do livro.



Ainda em tempo, a crítica feminista de Austen é ainda mais enfática, já que Elizabeth não é apenas uma mulher decidida e forte, mas uma guerreira. Além de Lady Catherine, que é considerada a maior guerreira da Inglaterra. E mesmo depois de casadas, Jane e Lizzy, continuam treinando, o que em minha opinião, mostra que as mulheres da época poderiam almejar mais do que somente um bom casamento.
Apesar de achar um bom livro, ainda prefiro o original de Jane Austen.

Frase preferida do livro:
"De todas as armas que já manipulara, aquela sobre a qual menos tinha controle era o amor; e de todas as armas do mundo, o amor era a mais perigosa."

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