Nerve - A interação humana em jogo

maio 21, 2017


Nerve é uma adaptação do cinema do livro de mesmo nome, escrito pela Jeanne Ryan e que tem tomado as redes sociais nos últimos tempos. Estreou no ano passado e esse mês entrou na Netflix. Meu nome é Carla Cardoso e eu sou viciada em Netflix. Resolvi assistir Nerve após ver muitas pessoas falando bem e o filme realmente é muito bom!

Com Emma Roberts e Dave Franco como protagonistas, Nerve é a história de Vee, uma garota tímida que, após uma discussão com sua amiga, resolve entrar num jogo online chamado Nerve, onde você pode escolher entre ser um jogador ou um observador, o primeiro sai às ruas para cumprir os desafios que os observadores criam para ele.


Para provar que não era mera coadjuvante da amiga, que já jogava e era bastante popular no jogo, Vee decide entrar como jogadora e a partir daí, ela recebe vários desafios para fazer em troca de dinheiro. Com isso, ela acaba conhecendo Ian, um garoto com um passado misterioso e também jogador. Os dois caem na graça dos observadores, tornando-se bastante populares em pouco tempo por serem um provável casal (e todo mundo sabe como um romance chama atenção, vide Jogos Vorazes).


Logo de cara, você pode perceber algumas semelhanças com Pokemon Go ou com o maldito jogo da Baleia Azul. Porém, Nerve foi inspirado no jogo “Verdade ou consequência?”, mas só com a parte da consequência. Você precisa completar desafios e as formas de sair do jogo são: desistindo, falhando ou vencendo. No caso, vence aquele que restar no jogo por último. O que eu não entendi muito bem é como restam poucos jogadores, já que podem entrar novas pessoas a qualquer momento. Não sei se é um furo ou se eu que sou lerda e não peguei alguma coisa.


A mensagem passada é sobre a tecnologia e do quanto ela influencia em nossa vida e, se usada da maneira errada, pode ser perigosa. Além disso, o filme traz assuntos como privacidade, necessidade por popularidade e uma crítica a essa geração que tem coragem apenas quando protegidas por uma tela de computador/celular.

Embalado com uma trilha sonora de arrebentar, Nerve chega a nos tirar o fôlego em algumas cenas. Ele começa devagar, mas vai acelerando até o clímax, tendo um final bastante digno. Eu ouvi algumas reclamações sobre o final do filme, talvez por ser um pouquinho clichê, mas eu amei demais! Realmente achei que o filme terminou bem.


Dois pontos fortes do filme, além do enredo, que é maravilhoso, foram as atuações e toda a produção visual. As cores, os efeitos visuais, os figurinos, tudo tão bem encaixadinho e harmonioso que deu uma sensação boa ao assistir, não sei explicar. A trama vai de divertida a tensa em segundos, o romance presente nas horas e doses certas, enfim, os diretores - Ariel Schulman e Henry Joost - fizeram um ótimo trabalho.

Quanto as atuações, Emma Roberts foi simplesmente maravilhosa como protagonista, eu gostei bastante da personagem que criaram também. Dave Franco, lindo como sempre, fez um personagem que eu gostei tanto que fiquei com medo dele me decepcionar no final sendo um babaca. Temos também Sydney e Tommy, interpretados por Emily Meade e Miles Heizer, respectivamente. O Miles (o Alex de Os 13 Porquês) mais uma vez fazendo um bom papel com uma ótima atuação, o personagem muito fofo e esperto, pena que não teve tantas cenas com ele, mas acabou sendo bem importante no final.


Uma personagem que foi basicamente inútil em toda a história foi a mãe de Vee, que quase não aparecia e quando surgia uma cena com ela, a mulher estava completamente perdida. Talvez aja uma crítica aí… De como os pais ficam em relação aos filhos quando se trata de tecnologia. É exatamente desse jeito, completamente perdidos, sem saber como agir ou a quem recorrer. É a única explicação que consigo encontrar para a presença dela na trama.

Por último, um personagem que me irritou e me agradou ao mesmo tempo ao longo do filme, mas que acabou com um saldo positivo no final foi Tyler, interpretado por Machine Gun Kelly. Eu não conhecia o ator, ele é bastante talentoso e eu gostei muito do personagem dele.


Nerve é um filme que te prende do início ao fim, mesmo o começo sendo mais devagar, o roteiro foi muito bem escrito. Infelizmente, teve uma bilheteria não muito boa, não chegando nem aos 5 milhões. Nem por isso o filme é desmerecedor de elogios, em minha ainda leiga opinião, a produção beira a perfeição. Só não digo que é perfeito porque tem umas pequenas falhas e exageros, mas nada que atrapalhe o andar da carruagem. Nerve merece muito ser assistido! Eu gostei bastante e acredito que você também irá gostar. Ainda mais se gosta de Jogos Vorazes e distopias num geral, eu achei que lembrou um pouco, apesar do gênero ser suspense.


E aí, já assistiu? Me conta nos comentários o que você achou!


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