resenha

[Resenha] A Irmandade, de Caroline Defanti

junho 03, 2016

Nome: A Irmandade (Irmandade de Copra #1) | Autora: Caroline Defanti | Gênero: Ficção Científica | Editora: Arwen | Ano: 2015 | Páginas: 432

Sinopse: Em um futuro longínquo, a quase extinção do ser humano fez com que os poucos que restaram lutassem pela sobrevivência em colônias extraterrestres. Entretanto, alienígenas se apossam da Terra e a curam, mas os homens desejam ter seu planeta e vidas de volta.
Mas os seres não parecem dispostos a abrir mão de seu novo lar. Por isso, os homens criam novos soldados, uma raça nova capaz de combater essas criaturas e recuperar o planeta.
Assim nasce a Irmandade de Copra!

Trecho Preferido: "O silêncio era o melhor remédio para a raiva, na opinião dela."

Resenha:

Mais um livro nacional para a conta. E esses autores não brincam em serviço! Mais uma história
sensacional e muito bem escrita. A Irmandade é o primeiro volume da trilogia Irmandade de Copra, da Caroline Defanti.

O livro é uma ficção científica que se passa no futuro, onde seres humanos foram quase extintos e agora vivem em colônias na Lua e em Marte. E quem está na Terra são os alienígenas, que a invadiram e a estão curando do mal feito pelos seres humanos, mas os donos originais do planeta querem seu lar de volta. Entretanto, os seres alienígenas – chamados Copranos ou Sherriell – não querem devolvê-la, então, os humanos criam a Irmandade: pessoas com Dádivas (espécie de poder dado a eles através de uma Cirurgia) que viram soldados para combater e tentar recuperar o planeta natal.

A escrita da autora te envolve desde o primeiro momento. É simples e objetiva, sem deixar de ser detalhista. A leitura é muito gostosa e divertida, principalmente pelo dia a dia dos Irmãos e o humor (ou mau-humor) de alguns deles. Há muitos Irmãos e personagens, por isso apenas falarei dos mais importantes e meus preferidos: Chess, Bruto, Padre, Musa, Cara e Versátil.


Chess é o líder da Irmandade e um dos que mais gostei, sem dúvida. Senti vontade de abraçá-lo praticamente a história toda, ele é meio frio por ter que manter a pose de líder, mas tem muitos sentimentos e se preocupa muito com os outros Irmãos. Gostei da força que demonstrou ter.

Bruto é um grandalhão muito boa gente, eu não sei bem porque amei esse personagem, acho que é engraçado pensar em alguém tão legal com o apelido de Puro Músculo. Porque ele é bem gentil, na verdade, apesar de não parecer... Comparei-o com o Shrek, me julguem.

Padre é um personagem que poucos leitores gostam, mas eu amei! Ele é um cara fechado, sério, não fala muito e quando fala é sempre ouvido, pois todos têm muito respeito por ele (ou medo). Acho que ele é um pouco incompreendido. Aparentemente, Padre é um cara chato e esnobe, mas eu o vejo como um observador, alguém que prefere não gastar palavras desnecessárias e uma pessoa bastante controlada – não do tipo bomba relógio, que se controla um tempo todo para uma hora explodir, mas do tipo realmente controlada, que não se deixa levar pelos sentimentos, o que o torna frio diante dos outros.

"- Eu sou como o dinheiro, é? - retrucou a jovem, olhando para Arcanjo. (...) Bom, então não vai se importar se eu passar de mão em mão, certo?"
(morri de rir nessa parte)

Musa me deixou um pouco confusa com sua Dádiva, mas é uma personagem bastante forte e surpreendente. Cara, o ex-lider da Irmandade, foi outro que amei! Corajoso e simpático me conquistou mesmo aparecendo pouco. Versátil, o mais novo Irmão dentre os citados, tem corpo de alienígena e esta é sua Dádiva. Ele é muito fofo, inteligente e da paz. Até o apelido dele é fofo: Mindinho! Haha

Além desses – e não quero mais me demorar tanto nos personagens – conhecemos Dakarai, um Coprano respeitado dentro de seu povo. Muito inteligente, paciente, protetor e carinhoso. E Arcanjo, outro importante Irmão dentro da Irmandade, namorado de Musa, de quem eu não gosto tanto. Cresceu um pouquinho no meu conceito durante a trama, mas ainda não é a luz dos meus olhos. Acho que sou do contra, gosto do Padre e não gosto muito do Arcanjo, de quem a maioria gosta. Vai entender...


Apesar de ter adorado a escrita da Carol e os personagens, o que mais gostei na história foi o fato da autora ter criado uma cultura e uma língua inteiramente novas. Sim, ela fez isso. E com maestria, pois não encontrei nenhum furo na história. Ah, aproveito aqui para deixar a dica: quando forem olhar o glossário do livro, olhem APENAS o dicionário dos termos Sherriell! Senão, vocês podem pegar spoilers monstros, como eu peguei por causa da minha curiosidade. O aviso está dado: não olhem a parte do glossário antes de terminar o livro, aliás, não olhem NUNCA a parte que fala dos Irmãos. A única parte que está liberada é a da tradução dos termos Copranos.

"Naiz lulerazcue yét sacz nanems lawus ianz lo karz es moera la" 
Tradução: "A escuridão não traz em si nenhum mal. É o mal que se aproveita dela.

Sobre a estética do livro: a edição está maravilhosa, a capa divina e tudo a ver com a história! A Arwen sempre faz um bom trabalho. O que estranhei de início, mas depois acostumei, foi o livro não ser separado por capítulos, mas por desenhos fofinhos de um DNA em formato de árvore (nem gostei, né?). Alguns momentos do livro também são divididos e uma folha preta separa estas partes. Além disso, tem o glossário – do qual falei – que explica vários termos e é bastante útil, se não fosse pelos spoilers. A fonte escolhida é agradável, tanto a usual quanto a usada nos flashbacks.


Só mais uma coisa: o final do livro te chama pro segundo volume, sério! Eu fiquei meio desesperada e a autora não quis me revelar nada BUÁ. Enfim, Irmandade de Copra é um bom começo para quem está entrando no mundo da ficção científica, é bem simples e uma baita de uma história. Vale a pena! E que venha Jogos de Liderança.



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