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[LeiaUmNacional] Entrevista com Giordano Mochel Netto

março 20, 2016

Hello, it's me 

Tem um tempo que eu não entrevisto um autor, mas voltei com uma entrevista arrasadora com o autor de Condão: Giordano Mochel Netto!
Giordano é parceiro do DNA e não é apenas um excelente escritor, mas também uma ótima pessoa. Inteligente, generoso e simpático, o autor nos concedeu um tempinho para responder nossas perguntas. Conheça um pouco mais dele e de sua obra.
Sinopse: Tecnologia robótica, petabytes, Direito Eletrônico. Esses termos fazem parte do cotidiano de Edwardo, um jovem que vive em uma sociedade ultratecnológica em que o controle da informação tornou-se o meio de referência para todos. Programador virtual, ele tem uma vida estabilizada, já que suas preocupações resumem-se ao trabalho, ao relacionamento amoroso com Sílvia, biogeneticista, e à amizade antiga e franca com Jânio, professor de História Moderna e especialista na teoria do Condão.
No entanto, ao presenciar, involuntariamente, o assassinato de dois jovens por drones responsáveis pela segurança pública, sua vida passa a correr risco. Robôs-homicidas? Uma possibilidade que soa impossível para um software instruído a tarefas-padrão e funções extremamente mecânicas.Pelas regiões do Brasil, Edwardo arrasta Jânio e Sílvia em uma busca incessante para desvendar o crime. Só que, quando o trio descobre que essa investigação envolve vários fatos obscuros que influenciaram o atual nível de desenvolvimento dessa sociedade, uma nova realidade se revela de forma estarrecedora. 
Editora: Novo Século

Sobre o autor: Giordano Mochel Netto é bacharel em Ciência da Computação pela
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e especialista em Contabilidade Pública e em Transporte Público. Atualmente, divide seu tempo entre a Auditoria Estadual de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, ocupando o cargo de superintendente de Tecnologia da Informação, e como advogado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa). Estreia com a ficção científica Condão.

E agora, sem mais delongas, confiram a entrevista:


DNA: Por que e quando você decidiu ser escritor?

Giordano: Na verdade parece ser algo inerente. Com 9 anos escrevi um pequeno livro. Mas com a demanda dos estudos e, logo depois, trabalho, esse dom foi deixado em segundo plano. Parece que voltou agora depois de adulto. 

DNA: Você usou muito dos seus conhecimentos acadêmicos para escrever Condão, mas como surgiu a ideia da história? E como foi o processo de escrita?

Giordano: A ideia já vinha sendo amadurecida na minha cabeça há algum tempo, faltando apenas a disposição para escrevê-la. Havia uma estrutura de começo, meio e fim. Mas o universo e o cenário não existiam, isso surgiu no decorrer do livro, assim como a definição dos personagens. E o mais impressionante foi como as palavras escorriam dos meus dedos. Houve dias em que escrevi 18 horas.

DNA: Você acha que algum dia o universo de Condão ou parte dele, poderia se tornar real?

Giordano: Essa pergunta é muito interessante. Eu escrevi Condão como uma ficção verossímil, quase todas as ideias presentes já foram, mesmo que de forma incipiente, questionadas. Algumas, como o advogado virtual, foram divulgadas após o lançamento do livro, o que me deixou bastante contente. Tanto o cenário utópico, com suas benesses, quanto o cenário distópico e suas mazelas são possíveis pela física atual. Bem, nem todos, mas não vou dar spoiler.

DNA: As suas dedicatórias são frases em latim, algo bem diferente de outros autores. Por que você decidiu fazer isso?

Giordano: Por duas razões: a primeira por ser um livro que envolve direito, o que mantém uma certa aproximação temática. E segundo, para que o leitor tenha a curiosidade de procurar o significado. Mas de forma alguma as frases representam os ditames jurídicos, são ditados e provérbios. Geralmente refletem alguma coisa da personalidade do leitor. Eu procuro conhecer o perfil pelas redes sociais para ver o que mais se adéqua. Se for presencial, eu escolho depois da conversa.

DNA: Você já pensou em mudar algo do livro depois de publicado?

Giordano: Pensei, mas fui proibido de fazê-lo. Não pela editora, mas pelos beta-readers. Achei que o livro, até o capítulo 5 ,estava muito carregado de termos técnicos e quis simplificar. Mas fui voto vencido. Os três não queriam uma mutilação técnica. Então mantive o original nerd. Não tem jeito, os leitores terão que superar esses 5 capítulos, mas depois disso o livro dispara.

DNA: Em sua opinião, qual a maior vantagem e a maior desvantagem de ser escritor?

Giordano: Eu não vejo desvantagem, mas no meu caso é mais tranquilo, pois não sou escritor de profissão. Trabalho em outras áreas que me dão tanto prazer quanto escrever, pois envolvem criação também. Mas enfim, creio que a melhor coisa em ser escritor não é ser um grande vendedor, mas um autor que consiga causar debates sobre temas relevantes. Para mim é frustrante se não conseguir fazer isso.

DNA: Se Condão fosse ser adaptado, você preferiria que virasse filme, série, desenho ou o quê? E por quê?

Giordano: Filme ou Graphic Novell. Não consigo imaginar Condão em uma série devido à sequência frenética de acontecimentos do livro. Se bem que há produtores que conseguem fazer tal adaptação muito bem. Quanto ao filme já escolhi até o elenco, que pode ser visto na página do livro no facebook.

DNA: Você tem um personagem em quem você se espelha, se identifica? Qual e por quê?

Giordano: Um amigo meu, psicólogo, diz que o autores tendem a refletir sua personalidade em seus personagens, uns mais, outros menos. Creio que cada personagem de Condão tem um pouco de mim.

DNA: Como você é como leitor? Seu gênero preferido? Alguma mania? Livro preferido?

Giordano: Leio de tudo, mas não nego o vício em ficção científica, principalmente Arthur C. Clarke e Asimov. Apesar disso meus dois livros preferidos (sem uma ordem entre um e outro) são 1984 e Cem Anos de Solidão, Orwell e García Márquez.

DNA: E como autor, qual o seu maior sonho?

Giordano: Nada muito ambicioso a não ser fazer a continuação do livro. Óbvio que se algum diretor se interessar em levar a história para as telas eu não vou reclamar.

DNA: Sei que você é muito atencioso com seus leitores. Você já teve alguma experiência inusitada, algo que tenha te surpreendido com algum leitor?

Giordano: Até hoje todas as minhas experiências foram ótimas. O mais interessante é o retorno. Eu gosto bastante de conversar sobre o livro e sobre vários temas. Os que compram o livro comigo eu geralmente adiciono de pronto na rede do facebook.

DNA: E sua relação com outros escritores nacionais? Tem contato com algum? O que você acha na literatura brasileira atualmente?

Giordano: Tive contato com diversos autores nacionais de puro talento quando fui à Bienal ano passado. Só não os citarei pois não me perdoarei se esquecer algum. Há uma ótima safra de escritores que poderia ser muito melhor explorada.

DNA: Tem algum projeto para o futuro? Algum novo livro em andamento?

Giordano: Tenho a continuação de Condão, do mesmo jeito que o primeiro: uma semente. Espero que ramifique rápido quando eu começar a teclar.

DNA: Você escreveu com excelência um livro de ficção científica. Você pretende escrever outros livros do mesmo gênero ou arriscaria em outras áreas diferentes, como romance ou suspense? Seria um desafio ou daria conta do recado?

Giordano: Ainda não pensei nisso, mas não sou de fugir de desafios. Se outra semente brotar, eu vou em frente.

DNA: Para finalizar, deixe um recado para seus leitores, um conselho para quem está começando e sonha publicar um livro e o que mais você quiser falar.

Giordano: Antes de mais nada eu quero dizer que os primeiros que encontrarem um dos easter-eggs do livro vai ganhar um exemplar, é só entrar em contato comigo pelo facebook. Dito isso...
Bem, não há muito o que dizer para incentivar, pois quem quer escrever vai acabar escrevendo de qualquer jeito, ou então vai implodir. Só recomendo que tente se transpor para o mundo imaginário e viver seus personagens, assim o livro flui mais facilmente. Quanto à publicação, tem vários opções também. Aí vai da força de vontade de cada um e da disposição em encarar o desafio. Mas desistir de um sonho nunca é uma boa opção.

Obrigada pela atenção, Giordano! E já estou ansiosa para a sequência de Condão! Por favor, não demore muito a escrever, pelo bem do coração de uma pobre leitora hahaha

E aí, gostou da entrevista? Ficou interessado no livro? Você pode conferir a resenha aquiCondão é um dos meus livros favoritos, creio que vocês não se arrependerão de ler. É claro que cada um tem seu gosto e essa é apenas a minha opinião, mas acho difícil você não gostar, o livro é realmente incrível. Traz boas reflexões e uma história alucinante!
#LeiaUmNacional

Até a próxima!

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